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E uma garrafa de… Hidromel!
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E uma garrafa de… Hidromel!
E uma garrafa de… Hidromel!
Autor: Allana
Publicado em 22 de Janeiro de 2009
Link Original: Pensotopia

Feita à base de mel, o hidromel (ou mead) é uma bebida antiga, mais que o vinho, e mais ainda que a cerveja. E diferente do que normalmente se pensa, não era consumida somente pelos nórdicos, mas também pelos gregos, romanos e hindus. Várias lendas envolvem a bebida, e vale a pena fazer algumas referências.
A bebida que dava imortalidade aos deuses, na mitologia grega, é a Ambrosia – que é um outro nome para o hidromel. Nos Vedas hindus (hinos religiosos escritos por volta de 1.500 a.C), também aparece como sendo uma bebida ligada aos deuses.

No entanto, o mais comum é relacioná-la aos povos do norte da Europa, onde, além de um importante papel dentro da mitologia, a bebida era utilizada em cerimônias de casamento: acreditava-se que o casal devia tomar a bebida após a celebração, pois os deuses abençoariam a união e daria ao casal um filho varão. Na mitologia, a história é um pouco mais longa.
Ao final da guerra entre os Aesir e os Vanir, os deuses cuspiram em um grande jarro (outras versões dizem que cada um deles verteu um pouco de sangue no recipiente) para selar a Paz. Para guardar o jarro, os deuses criaram Kvasir, um deus sábio e de grande conhecimento.
Kvasir, em suas viagens pelo mundo, onde ensinava e aprendia, chegou ao reino dos anões e lá foi assassinado. Ao seu sangue os anões misturaram cerveja, e a bebida resultante foi batizada de “Bebida dos Deuses”, pois provinha do sangue de um deus e dava grande conhecimento àquele que a bebesse. Gigantes invadiram a morada dos anões e levaram a bebida, e para recuperá-la, Odin disfarçou-se de gigante, seduziu a guardiã e tomou a bebida para si, levando-a para Asgard. De posse dos deuses, a bebida passou a ter propriedades proféticas.
E uma garrafa de…

ChifreComo o próprio nome pode nos dizer, hidromel é composto, essencialmente, de água e mel. No entanto, é uma bebida fermentada, então temos algumas leveduras para a fermentação (sim, isso inclui fungos e algumas coisas assim). Na Confraria de Arton você pode encontrar mais detalhes sobre o processo de fabricação da bebida. Mas por enquanto, basta saber que quanto mais envelhecida, melhor ela fica.
Receitas!
E para finalizar, temos aqui duas versões da bebida, uma alcoólica, para os apreciadores de plantão, e outra sem álcool. Nenhuma delas, infelizmente, é pra quem tenha alergia a mel. Então, divirtam-se!
Hidromel Suave
- 1 litro de água, de preferência mineral (não deve ser da torneira, pela quantidade de substâncias que possui)
- 1 xícara de mel
- 1 limão fatiado
- 1/2 colher de chá de noz-moscada
Ferva todos os ingredientes. Enquanto ferve, retire a “nata” com uma colher de pau. Quando não estiver soltando “nata”, acrescente o seguinte:
- Uma pitada de sal
- Suco de meio limão
Coe e deixe esfriar.
(Essa receita foi tirada de http://forum.valinor.com.br/archive/index.php/t-16218.html)
Hidromel alcoólico

O melhor local de consumo de um bom hidromel
1litro de água mineral
½ Kg de mel (viscoso, mais encorpado)
Suco de 1 limão
Ferve a mistura e deixa esfriar. Só depois que esfriar, coloque o fermento biológico (nada de fermento pra bolo). A fermentação gera CO2 (mais conhecido como gás carbônico) e álcool, que vai deixar a bebida… hã, alcoólica. O álcool gerado do mel precisa ficar, mas o CO2 precisa sair. Então, para fermentar sem que entre ar na sua mistura (e o hidromel não vire vinagre de mel) e para que o gás carbônico seja expelido, engarrafe o líquido, tape com uma rolha, fure-a e coloque uma mangueirinha, que deságue em um copo cheio de água. Isso vai fazer o gás carbônico sair e impedir que o oxigênio entre.
Nota: a fermentação acontece graças à produção de fungos (sim, se você tem medo deles, melhor nem tentar fazer). Portanto, mantenha a mistura em uma garrafa escura (aquelas de vinho são o suficiente) e em um lugar abrigado da luz. Espere três meses e divirta-se.
(Essa receita foi recomendada por um amigo meu, Gustavo Pereira, do Mato Grosso do Sul)
Atenção: o Pensotopia (e nós da Parabellum RPG Forum) não recomenda nem incentiva que ninguém encha a cara e saia fazendo besteira por aí. Vamos interpretar vikings bêbados baderneiros apenas no RPG! Apreciem com moderação!

Não parece, mas o hidromel é um fermentado forte! Olha só no que dá exagerar! =)
Serviram de base para esse artigo:
- O post da Confraria de Arton;
- O livro Melhores Histórias da Mitologia Nórdica, de A.S. Franchini e Carmem Seganfredo, da editora Artes e Ofícios;
- Um bocado de paciência pra ir catando links da internet.

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